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Mostrando postagens de Junho, 2017

Próton

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Surgida em 1978, a revista Próton foi uma das mais célebres da editora Grafipar. Na época, todas as revistas da editora precisavam ter apelo erótico misturado com outro gênero. A Próton misturava erotismo com ficção científica. Nela floresceram talentos com Watson Portela, grande mestre das histórias em quadrinhos de FC. Próton foi para Watson o que a revista Fêmeas (especializada em fantasia) foi para Rodval Matias e Mozart Couto. Infelizmente a revista durou apenas oito números, de 1978 a 1979.

Neuros 11 - scan

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Clique aqui para baixar o número 11 da revista Neuros, uma das mais célebres da Grafipar.

Entrevista com Franco de Rosa

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- Quando você publicou sua primeira HQ? Em um fanzine em 1971 chamado FRAMA de Franco e Matheus. Eu e o Matheus Bio estudavamos na mesma classe na 8a. série em um colégio estadual no Jaçanã, bairro da periferia extrema da Zona Norte de São Paulo (é o Jaçanã da música do Adoniran Barbosa). A secretaria de ensino estadual fechou o jornal da escola devido a um cartum que eu fiz para a capa do jornal. Era o tempo brabo da repressão e haviam filhos de guerrilheiros na minha turma. Dois deles escreviam para o jornalzinho. Com o impedimento do jornal eu e Matheus resolvemos fazer o nosso próprio fanzine. Utilizavamos o mimeógrafo do grupo de escoteiros do qual Matheus era um dos graduados. Matheus hoje é dono de uma empresa de informática, trabalha com home pages e CD-rom. Faz comigo as revistas com CD-Rom. (Cinemidia, Super-Club, Hanimidia e Vida Fantástica) Depois consegui publicar tiras de quadrinhos no jornal paulistano Noticias Populares. Uma série chamada Capitão Caatinga que passei a…

O baú da Grafipar

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A Grafipar foi uma das mais importantes editoras de quadrinhos nacionais. Através dela, muitos descobriram o que era HQB e conheceram artistas como Mozart Couto, Watson, Rodval Matias, Cláudio Seto e muitos outros. O objetivo deste blog é recolher todo e qualquer material relacionado à Grafipar. O que você tiver, uma capa de revista, uma entrevista, uma curiosidade, qualquer informação é bem-vinda.

Grafipar, a editora que saiu do eixo

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No final da década de 1970, Curitiba se tornou a sede da principal editora de quadrinhos nacionais. A produção era tão grande que se formou até mesmo uma vila de quadrinistas. No livro Grafipar, a editora que saiu do eixo, eu conto em detalhes essa história. O livro inclui também algumas HQs publicadas na época e análise das mesmas.
Pedidos: profivancarlo@gmail.com.

Fernando Bonini

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Por Franco de Rosa (11/10/05)
Morreu no dia 8 de outubro um dos principais desenhistas brasileiros do Zé Carioca, Fernando Bonini. Ele era alcoólatra, mas teve um enfarto fulminante enquanto dormia. O sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista, em Valinhos, cidade do interior de São Paulo, onde estava residindo nos últimos meses.No começo deste ano, Bonini lançou o que considerava sua obra mais importante, o álbum Luciano, escrito por Primaggio Mantovi e publicado pela Via Lettera.
O autor disse isso no último dia 17 de setembro, quando completou 50 anos e viu, pela primeira vez, a edição impressa. Emocionado ao identificar cenários e personagens secundários da história, naquelas páginas registrou graficamente muito de sua vida. Bonini passou o dia lendo e relendo a obra. Ele levou mais de quatro anos desenhando a história, pois realizava o trabalho nas horas vagas de um período de intensa produção para a Editora Abril, para a qual realizava trabalhos anônimos, como Zé Carioca e…

Entrevista com Gustavo Machado

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Gian Danton

Gustavo Machado foi um dos mais importantes desenhistas da Grafipar e, com o fim da editora, trabalhou, entre outras editoras, para a Abril, onde fez a antológica graphic trapa Didi volta para o futuro, vencedora de vários prêmios. Abaixo seu depoimento sobre os tempos da Grafipar.

Comecei a desenhar profissionalmente em 1977, fazendo parte da equipe de criação que produzia o gibi ¨Sítio do Pica-Pau Amarelo¨ no Rio Gráfica e Editora (RGE). Minhas primeiras histórias saíram no número 1 em março do mesmo ano.

Pelo custo de vida da época, nós, quadrinistas , tínhamos que produzir muito para viver decentemente, ou seja, a maioria tinha um padrão de vida básico (casa alugada, sem telefone e carro). Os quadrinhos sempre foram pagos por página e para se ter alguma idéia, em novembro de 1979 recebi Cr$ 480,00 por página pela 1ª. HQ para a Grafipar com o título ¨Aula Particular¨.

Quando começou, a Grafipar pagava em dia. Porém, em meados de 1980 começaram a haver atrasos nos pagamento…

Entrevista com Cláudio Seto

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 - Você nasceu mesmo no Japão ou aqui? Porque o “Cláudio”? Seto - Nasci no Brasil, na cidade de Guaiçara-SP, e morei entre a infância e adolescência no Japão, durante 7, quase 8 anos, por isso, é comum as pessoas (até meus parentes) pensarem que nasci no Japão. Fui batizado de Cláudio para poder receber o diploma, quando me formei no curso primário. Na época, na escola rural de Jundiaí, no bairro do Engordadouro, não entregavam diploma para pagãos, então, meus irmãos, eu, e mais meia dúzia de nisseis que estudavam lá, fomos devidamente catequizados como faziam com índios na época colonial. Cláudio é o nome do meu irmão gêmeo que na época estava morando no Japão. Contam que no tempo do batismo, existia um jogador de futebol do São Paulo F.C. com esse nome. Portanto Cláudio é um nome cristão e inspirado em um nome de jogador que até hoje não sei quem foi. Então eu, legalmente registrado Chuji Seto Takeguma, sou na verdade um falso Cláudio Seto. Já o verdadeiro e registrado Cláudio Seto …