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O baú da Grafipar

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A Grafipar foi uma das mais importantes editoras de quadrinhos nacionais. Através dela, muitos descobriram o que era HQB e conheceram artistas como Mozart Couto, Watson, Rodval Matias, Cláudio Seto e muitos outros. O objetivo deste blog é recolher todo e qualquer material relacionado à Grafipar. O que você tiver, uma capa de revista, uma entrevista, uma curiosidade, qualquer informação é bem-vinda.

Próton

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Surgida em 1978, a revista Próton foi uma das mais célebres da editora Grafipar. Na época, todas as revistas da editora precisavam ter apelo erótico misturado com outro gênero. A Próton misturava erotismo com ficção científica. Nela floresceram talentos com Watson Portela, grande mestre das histórias em quadrinhos de FC. Próton foi para Watson o que a revista Fêmeas (especializada em fantasia) foi para Rodval Matias e Mozart Couto. Infelizmente a revista durou apenas oito números, de 1978 a 1979.

Neuros 11 - scan

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Clique aqui para baixar o número 11 da revista Neuros, uma das mais célebres da Grafipar.

Entrevista com Franco de Rosa

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- Quando você publicou sua primeira HQ? Em um fanzine em 1971 chamado FRAMA de Franco e Matheus. Eu e o Matheus Bio estudavamos na mesma classe na 8a. série em um colégio estadual no Jaçanã, bairro da periferia extrema da Zona Norte de São Paulo (é o Jaçanã da música do Adoniran Barbosa). A secretaria de ensino estadual fechou o jornal da escola devido a um cartum que eu fiz para a capa do jornal. Era o tempo brabo da repressão e haviam filhos de guerrilheiros na minha turma. Dois deles escreviam para o jornalzinho. Com o impedimento do jornal eu e Matheus resolvemos fazer o nosso próprio fanzine. Utilizavamos o mimeógrafo do grupo de escoteiros do qual Matheus era um dos graduados. Matheus hoje é dono de uma empresa de informática, trabalha com home pages e CD-rom. Faz comigo as revistas com CD-Rom. (Cinemidia, Super-Club, Hanimidia e Vida Fantástica) Depois consegui publicar tiras de quadrinhos no jornal paulistano Noticias Populares. Uma série chamada Capitão Caatinga que passei a…

Grafipar, a editora que saiu do eixo

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No final da década de 1970, Curitiba se tornou a sede da principal editora de quadrinhos nacionais. A produção era tão grande que se formou até mesmo uma vila de quadrinistas. No livro Grafipar, a editora que saiu do eixo, eu conto em detalhes essa história. O livro inclui também algumas HQs publicadas na época e análise das mesmas.
Pedidos: profivancarlo@gmail.com.

Fernando Bonini

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Por Franco de Rosa (11/10/05)
Morreu no dia 8 de outubro um dos principais desenhistas brasileiros do Zé Carioca, Fernando Bonini. Ele era alcoólatra, mas teve um enfarto fulminante enquanto dormia. O sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista, em Valinhos, cidade do interior de São Paulo, onde estava residindo nos últimos meses.No começo deste ano, Bonini lançou o que considerava sua obra mais importante, o álbum Luciano, escrito por Primaggio Mantovi e publicado pela Via Lettera.
O autor disse isso no último dia 17 de setembro, quando completou 50 anos e viu, pela primeira vez, a edição impressa. Emocionado ao identificar cenários e personagens secundários da história, naquelas páginas registrou graficamente muito de sua vida. Bonini passou o dia lendo e relendo a obra. Ele levou mais de quatro anos desenhando a história, pois realizava o trabalho nas horas vagas de um período de intensa produção para a Editora Abril, para a qual realizava trabalhos anônimos, como Zé Carioca e…

Entrevista com Gustavo Machado

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Gian Danton

Gustavo Machado foi um dos mais importantes desenhistas da Grafipar e, com o fim da editora, trabalhou, entre outras editoras, para a Abril, onde fez a antológica graphic trapa Didi volta para o futuro, vencedora de vários prêmios. Abaixo seu depoimento sobre os tempos da Grafipar.

Comecei a desenhar profissionalmente em 1977, fazendo parte da equipe de criação que produzia o gibi ¨Sítio do Pica-Pau Amarelo¨ no Rio Gráfica e Editora (RGE). Minhas primeiras histórias saíram no número 1 em março do mesmo ano.

Pelo custo de vida da época, nós, quadrinistas , tínhamos que produzir muito para viver decentemente, ou seja, a maioria tinha um padrão de vida básico (casa alugada, sem telefone e carro). Os quadrinhos sempre foram pagos por página e para se ter alguma idéia, em novembro de 1979 recebi Cr$ 480,00 por página pela 1ª. HQ para a Grafipar com o título ¨Aula Particular¨.

Quando começou, a Grafipar pagava em dia. Porém, em meados de 1980 começaram a haver atrasos nos pagamento…